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segunda-feira, 30 de junho de 2014

Exército israelense encontra corpos de adolescentes desaparecidos

JERUSALÉM — O Exército israelense encontrou nesta segunda-feira os corpos dos três adolescentes desaparecidos no início do mês. Um porta-voz das Forças Armadas afirmou que os cadáveres foram achados em uma vala na cidade de Halhul, ao norte de Hebron. Segundo a TV israelense, tinham marcas de tiros. Após uma reunião de emergência do Gabinete, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, acusou o Hamas pelas mortes, num caso que poderá complicar ainda mais a relação com os palestinos.


Eyal Yifrah, Gilad Shaar e Naftali Frenkel, três adolescentes judeus sequestrados por terroristas palestinos mais de duas semanas atrás, foram encontrados mortos na segunda-feira.

— Eles foram sequestrados e assassinados a sangue frio por animais — disse Netanyahu, em relação a Gil-Ad Shaer e Naftali Fraenkel, de 16 anos, e Eyal Yifrah, de 19 anos. — O Hamas é responsável, e o Hamas pagará.
O tom de Netanyahu foi acompanhado por outros membros do Gabinete. O vice-ministro de Defesa, Danny Danon, solicitou a demolição das “casas dos terroristas”, a destruição dos esconderijos de armas e pediu à comunidade internacional para parar “toda a ajuda à Autoridade Palestina”.

— Os israelenses têm a vontade e a determinação necessária para suportar uma longa operação para acabar com o Hamas — afirmou Danon.
Em contrapartida, o Hamas declarou que uma ofensiva de Israel abrirá “as portas do inferno”. O presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, por sua vez, reuniu seu gabinete. Ele está sob pressão de Israel para romper com o Hamas.
Oficiais, falando sob condição de anonimato, afirmaram que os três pareciam ter sido mortos a tiros, provavelmente, logo após o sequestro. Segundo uma TV local, os corpos foram descobertos por voluntários e identificados pelas roupas e sapatos. Eles estariam sob uma pilha de pedras.

Nos últimos dois dias, as buscas se concentraram na região de Hebron e, nesta segunda-feira, dezenas de veículos militares e tropas policiais foram envolvidos. As estradas ao norte de Halhul e do assentamento judaico Karmei Tzurfoi foram bloqueadas e o território foi declarado um perímetro militar fechado.
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, condenou o assassinato "insensato" dos três adolescentes "Os Estados Unidos condenam nos termos mais fortes possíveis esse ato de terrorismo insensato cometido contra jovens inocentes", declarou o presidente em um comunicado.
‘As mortes de crianças não podem ser perdoadas. Este é o momento para ações, não para palavras’
- NAFTALI BENNETTMinistro israelense de Economia
Segundo os oficiais, praticamente não havia carros na via onde os adolescentes teriam conseguido a carona para casa. Em paralelo, o Exército israelense realizou uma agressiva campanha de detenções e ataques na tentativa de enfraquecer a infraestrutura do Hamas na Cisjordânia e descobrir o paradeiro dos jovens.
— As mortes de crianças não podem ser perdoadas. Este é o momento para ações, não para palavras — declarou o ministro de Economia, Naftali Bennett.
Os três israelenses — Gil-Ad Shaer e Naftali Fraenkel, de 16 anos, e Eyal Yifrah, de 19 anos — desaparecerem há duas semanas. Os jovens eram estudantes de um seminário religioso perto de Hebron, no Sul da Cisjordânia, e sumiram quando pegavam carona para voltar para suas casas, no Centro do país. As autoridades foram notificadas após os três não conseguirem chegar em casa ou fazer contato com suas famílias. Um deles teria chegado a telefonar para a central telefônica da polícia e sussurrado “fui sequestrado”. Mas os policiais de plantão consideraram se tratar de um trote.
‘Uma ofensiva de Israel abrirá as portas do inferno’
- HAMASMovimento islâmico
O presidente Shimon Peres declarou que a nação está de luto “após esta tristeza intolerável”.
Após o desaparecimento, as Forças de Defesa de Israel lançaram uma operação de busca dos três jovens em toda a Cisjordânia e contra o Hamas. Além disso, Netanyahu pediu para o presidente palestino, Mahmoud Abbas, abandonar o pacto de reconciliação selado com o grupo islâmico em abril.
Desde o início da ação, cerca de 40 foguetes foram disparados contra Israel a partir da Faixa de Gaza, segundo os militares.






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